26 de jan de 2011

Um Jeito Tupiniquim de Vender os Espaços nas Camisas Oficiais dos Times de Futebol?

A empresa de consultoria esportiva Sportsmark  publicou um estudo sobre os valores dos patrocínios nas camisas dos clubes de futebol. Usaram como clientela o Mundo todo e o resultado foi pra lá de interessante.

Em primeiro lugar, como país que mais arrecada está a Inglaterra. No futebol Inglês estão os clubes que mais faturam com patrocínio de camisa, são eles: Manchester e Liverpool. Em segundo lugar aparece a Alemanha que tem, entre outros, o quinto clube que mais lucra com a cessão do espaço nas camisas: o Bayer de Munique. Em terceiro lugar, surpresa, aparece o Brasil. É nosso o quarto lugar entre os clubes que mais dinheiro conseguem com a venda do espaço nos uniformes de jogo: o Corinthians, com a técnica de "fatiar a camisa", conseguiu fazer frente aos grandes clubes europeus.

O gráfico com o faturamento expresso em Euros vem logo abaixo:


A questão que coloco na berlinda diz respeito a forma encontrada pelo Corinthians para se colocar em pé de igualdade com os grandes clubes em faturamento no Mundo. Vale a pena fatiar a camisa? Será essa a nova onda que os outros clubes nacionais deverão seguir daqui por diante? O Flamengo acena com um pool de anunciantes para seu espaço no uniforme de jogo. O conglomerado convergido e organizado pela Traffic envolve um grupo de anunciantes que deverão vir à tona no próximo mês.
No outro ponto da equação reformulo a pergunta e lanço: é possível que ocorra no Brasil aquilo que vemos nos grandes da Europa? A saber, apenas um, no máximo dois, patrocinadores entrando com o grande valor pelo espaço nas camisas de jogo? No Brasil, a Unimed, através do Fluminense, detém o maior patrocínio individual do país. Uma das cláusulas do contrato informa que a empresa possui a exclusividade do espaço na camisa do clube. É fato que neste cenário os valores nacionais estão muito aquém dos praticados na Europa.

A solução do Corinthians, pelo menos momentaneamente, parece ser interessante aqui pelas bandas tupiniquins. Ocorre que, realmente é aterrorizante o resultado de tantos patrocinadores na camisa de jogo. E talvez seja um risco lotear a marca desta forma. E pode ser um risco também. Hoje, identificamos a marca Corinthians com várias empresas, até que ponto isso é válido só o tempo irá dizer.


O melhor caminho, a meu ver, seria uma solução alternativa. Acredito que o uniforme de jogo, a camisa, é algo sagrado no futebol. Vender o manto em pedaços não soa bem. Solução interessante seria vender o espaço em outros uniformes que não os de jogos: treino, viagens, os backdrops (painel que aparece atrás dos técnicos e jogadores nas entrevistas concedidas para emissoras de TV) etc. Obviamente os valores deverão ser mais baixos dos que aqueles contidos nas camisas de jogo. Como falei, a solução é alternativa e tem como objetivos outros pontos que não os do faturamento imediato.

Fatiar ou não fatiar? Eis a questão!


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